UMA
REFLEXÃO EDUCACIONAL SOBRE AS DIMENSÕES DO HOMEM¹
Maria Ivanice Duarte Ribeiro
Licenciada Plena em Pedagogia
Associação
Faculdade de Ribeirão Preto - AFARP
ivaniceduarte@outlook.com
Edvan da Silva Oliveira
Licenciado em Ciências com habilitação em Matemática
Universidade
Estadual do Maranhão – UEMA
ed.artelivre@hotmail.com
Romário Milhomem da Cruz
Licenciado em Pedagogia
Faculdade
de Filosofia Ciências e Letras de Boa Esperança – FAFIBE
romariocruz-adm@outlook.com
RESUMO
A educação sempre buscou fazer
uma reflexão acerca do homem e suas diversas dimensões, não é uma tarefa fácil,
pois requer uma compreensão a da ampla possibilidade de ambientes e o tempo,
fatores que tem relação direta com características peculiares de cada
sociedade, ou seja, de cada indivíduo. Noção de cultura, política, linguagem e
justiça pode ser uma pista para esse enigma que não pode ser reduzido a um
simples animal, mais um “SER” complexo e multidimensional.
Palavras
Chaves: Homem. Dimensões. Sociedade.
ABSTRACT
Education has always sought to make a reflection about man and its
various dimensions, is not an easy task, as it requires an understanding of the
broad possibility of environments and time, factors that are directly related
to specific characteristics of each company, ie of each individual. Notion of
culture, politics, language and justice can be a clue to this puzzle that can
not be reduced to an animal simple, more "BE" complex and
multidimensional.
Key Words: Man. Dimensions. Society.
¹Artigo
cientifico original desenvolvido sobre análise de uma discussão educacional com
fundamentação em revisão bibliográfica.
INTRODUÇÃO
Refletir acerca do homem em todas as suas
dimensões não é uma tarefa tão simples de propor, mais se transforma em um
desafio prazeroso de enfrentar. Por natureza, o homem é um ser social e
político, e todas suas dimensões como um “SER” levam para essa necessidade de
se socializar. Segundo Modin (1980, p. 155);
O
homem é essencialmente sociável. Sozinho não pode vir a este mundo, não pode crescer,
não pode educar-se; sozinho não pode nem ao menos satisfazer suas necessidades
mais elementares nem realizar suas aspirações mais elevadas; ele pode obter
tudo isso apenas em companhia dos outros.
Percebendo isso, compreende-se que o
homem precisa da relação social para desenvolver outras dimensões como a
linguagem, Cultura e Liberdades. O homem é essencialmente multidimensional, e
consegue desenvolver a sua própria realidade através do próprio esforço em
melhorar a si próprio.
Dantas (2011), diz que o homem é
sociável, assim eminentemente político, e é através dessa característica que o
homem se torna capaz de interferir no curso dos diversos ambientes a qual se
encontra inserido, alterando de tempos em tempos a sua própria linguagem,
cultura e liberdade em todos os aspectos.
1
O HOMEM EM SUAS DIVERSAS
DIMENSÕES
O que é o homem? Quais são suas
dimensões? O que separa o homem da natureza? Essas são questões que há muito a
Antropologia faz acerca do homem, tentando uma compreensão desse ser que é capaz
de desenvolver características próprias e no ambiente, seja ele um ambiente
cultural ou político.
Ampliando
o instinto gregário enquanto condição primária de sobrevivência, o homem
estabelece elos cooperativos como fundamento das instituições sociopolíticas,
demarcadas por valores e legislações que orientam e regulam, cuja finalidade de
última, em tese, é o bem-estar individual e coletivo (DANTAS, 2011, p. 41).
Como um ser por essencial social, o
homem desenvolveu outras dimensões para permitir o convívio entre seus iguais,
sua linguagem como um instrumento para aproximar a compreensão entre os
indivíduos, sua Cultura como identidade que se encaixa em um grupo, sua
liberdade contemporânea onde cada pessoa pode decidir a respeito de sua
sexualidade, afiliação política e opinião sobre os diversos temas.
Com a sua dimensão política o homem
se tornou capaz de alcançar esse nível de interação social. Souza (1995, p.
154), afirma que;
O
pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa
dos acontecimentos políticos. [...] Não sabe o imbecil que da sua ignorância
política nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de
todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das
empresas nacionais e multinacionais.
Por isso, se faz importante que o
homem conheça plenamente suas dimensões como um ser social e pensante, para que
tenha a capacidade de edificar a Cultura, a Política, a Sociedade em prol do
bem comum e da plenitude do homem em todos os aspectos. Aqui entra o conceito
de justiça, um instrumento que é utilizado para equalizar a ordem da vida em
sociedade, e que pode mudar conforme o contexto e o tempo que se insere.
A justiça é a instituição que ajuda
a manter uma garantia da dimensão de liberdade do homem, pois segundo Pegoraro
(2006, p. 124), a justiça proíbe que a perda de liberdade de alguns possa ser
justificada pela obtenção de um maior bem para todos os outros. Dantas (2001,
p. 53) comenta que;
Os
justos acordos derivam de princípios justos e regulamentariam uma sociedade
baseada na cooperação mútua que, porém, pode ser perturbada por interesses
divergentes. Mas o papel da Justiça seria justamente mostrar a vida boa a
partir da participação social cooperativa.
Observa-se que o autor leva a
reflexão de que a justiça está andando paralelamente a cooperação voluntária
das pessoas que vivem em sociedade, pois os indivíduos necessitam uns dos
outros para poder atingir sua plenitude.
A busca por princípios equitativos é
o reflexo das diversas dimensões do homem, e sua necessidade de garantir
necessidades do bem comum, o mesmo é capaz de ampliá-las para edificar esse
processo social. Porém, o homem às vezes apresenta uma dimensão individualista,
mesmo com o histórico de lutas para chegar liberdade e a justiça da sociedade
contemporânea.
Esta
posição ideal supõe que cada participante seja livre, consciente e isento de
influências de instituições grupos e pessoas; pelo “véu da ignorância”
desconheçam as diferenças sociais. Assim, ninguém proporia acordos baseados em
vantagens econômicas. (DANTAS, 2011, p. 53).
Então, onde o homem alcança uma
dimensão total de liberdade? Já que o mesmo se sujeita a sacrifícios em prol do
bem comum, ou, até onde o homem pode se considerar um ser livre vivendo em
sociedade? Essa é uma resposta difícil de alcançar, devido aos diferentes
contextos sociais que temos o homem presente, mas o livre argumento pode ser um
instrumento de equalização, e essa dimensão da linguagem é uma dádiva, é algo
característico do homem. Habemas (1989 p. 112), diz que; Não é lícito impedir
falante algum, por uma coerção exercida dentro ou fora do discurso valer-se de
seus direitos. Então o homem é um sujeito capaz de buscar uma cooperação de
verdade entre seus iguais, mas apenas será interessante à força do melhor
argumento (HABEMAS,1989, p. 17).
Mais como definir o homem, ou a
sociedade? Relativo à função da arte, quando pedagógica, social e politicamente
ela se insere numa determinada conjuntura e a partir desta torna-se instrumento
de crítica, transformação e libertação (DANTAS, 2011, p. 64). Definir o homem
em toda a sua essência não é tão simples, porém a dimensão cultural pode ser
uma pista para esse universo, pois a cultura se define dentro do contexto da
liberdade de expressão, arte e das diversas linguagens do homem em sociedade.
CONCLUSÃO
Verificou-se que, o homem é um “SER” por
natureza complexo, de necessidades variadas, e com um instinto que o leva para
viver em sociedade, pois é na vida coletiva que o mesmo pode exercer a sua
humanidade em todas as dimensões. Sozinho o homem é limitado, porém, em
sociedade o homem é capaz de grandes feitos.
A sociedade dá ao homem a oportunidade
de transformar sua realidade através da política e da linguagem argumentativa,
tudo em prol da sua liberdade multidimensional e a liberdade do bem comum, além
de garantir a sua expressividade cultural, garantido uma identidade social.
REFERÊNCIAS
DANTAS,
José Carlos. Antropologia filosófica.
São Luís: UemaNet, 2011.
HABERMAS,
Jurgen. Consciência Moral e Agir
Comunicativo. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.
MONDIN,
Battista. O Homem, quem é ele? São
Paulo: Paulinas, 1980
PEGORARO,
Olinto. Ética dos Maiores Mestres
Através da História. São Paulo: Editora Vozes, 2006.

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