segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CONCEITUANDO O "CONCEITO" ARISTOTÉLICO

Romário Milhomem da Cruz

Caracteriza ou conceituar o “Conceito”, segundo Aristóteles, é buscar em suas teses reflexões sobre a lógica além das variáveis, e, dentro de suas ideias, uma análise sobre a investigação acerca do conceito.
Então, Aristóteles pensou o conceito como elemento que não se assemelha a uma propriedade ou concepção, consequentemente, não apresenta qualidades de veracidade ou falsidade. Hirschberger (1969), quando refletiu sobre o tema, utilizou como exemplo o conceito de Cervo, onde ele afirma que segundo o pensamento de Aristóteles; “é apenas uma palavra, como geral as representações que Aristóteles concentra em torno do conceito”, e continua; “são, acentuadamente, consideradas em dependência de linguagem”.
Não rebemos de Aristóteles um estudo formal sobre o conceito, assim, se herda o que foi analisado por Sócrates e seu discípulo Platão, onde se percebeu o conceito como permanentemente universal, e que conquista aquilo que é sempre essencial.
Assim, é senso geral que o conceito expressa a essência de uma coisa, o que lhe outorga, discretamente, uma função caracterizadora. Já que o conceito apresenta essa característica deve lhe atribuir uma função de veracidade, porém Aristóteles não propôs essa declaração de modo formal, pois há uma presunção platônica na expressão do ser e não somente parte constitutiva de um juízo possível (HIRSCHBERGER, 1969).

REFERÊNCIA


HIRSCHBERGER, Johannes. História da Filosofia na Antiguidade. Tradução: Alexandre Correia. Editora Herder, 2ª ed revisada e aumentada. São Paulo, 1969.

O CONCEITO DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA

Romário Milhomem da Cruz

A “Filosofia da Ciência” é uma expressão que ainda não tem uma delimitação em sua definição, mais dentro do seu estudo é possível afasta a ideia de vacância do seu conceito se apontadas alguns argumentos. A ciência busca atingir o conhecimento dotado de uma confiabilidade sistematizada por metodologias específicas, o que por uma ótica diferente surge o senso comum, que é o instrumento que norteia diversas disciplinas da sociedade, e com isso muitas vezes utilizando concepções de mundo de modo errôneo, pois trata-se de um conhecimento que não é submetido à crítica, portanto, não pode ser transformado.
Porém, ainda não se é possível incorporar com nitidez, a linha divisória dos conhecimentos providos do senso comum com os chamados científicos, já que em sua maioria, essa última categoria de conhecimento é oriunda de indagações dos conhecimentos empírica. Observa-se que o objetivo da ciência é obter um conhecimento livre dos limites do senso comum.
Assim, a filosofia da ciência contribuiu e contribui muito com o desenvolvimento da humanidade, proporcionando benefícios e modificando o mundo e a maneira de viver do homem. Portanto, o objetivo da ciência está no avanço tecnológico e a contínua busca pelo saber, através de pesquisas e resultados confiáveis adquiridos por metodologias sistemáticas. Segundo Pelella (2011);

O objetivo da ciência é apresentar acontecimentos como especificações das leis e teorias gerais que enunciam padrões invariáveis de comportamento; assim fazendo a ciência torna o mundo inteligível, satisfaz a curiosidade inata do ser humano e o impulsiona a encontrar um método adequado para avaliá-lo.

Na história, a filosofia da ciência surge em todo seu contexto com uma de desenvolvimento que distancia da humanidade crenças, superstições e outros temores advindos da falta de conhecimento ou por simples ignorância, criando intelectuais com bases sólidas para avaliar costumes e princípios herdados historicamente.
Filosofia e ciência caminham rumo ao conhecimento, o que traz um rico retorno em prol do desenvolvimento da humanidade, porém, com as diversidades de posições e pensamentos contidos na filosofia, muitas vezes acabam trilhando caminhos diferentes, o que dificulta esse dialogo. Mesmo com todas as dificuldades nessa trajetória, a modernidade aponta o avanço adquirido pela ciência, transformando seus resultados em benefícios para a humanidade.
Assim, pode-se aproximar um conceito para a “Filosofia da Ciência”, se observados seus objetivos, que são eles; Definir ciência e seus princípios; apresentar e caracterizar métodos; desenvolver uma linguagem científica; Interpretar a sistemática da ciência; definir a construção do conhecimento, e; nortear o papel social da filosofia da ciência.

REFERÊNCIA

PELELLA, Giovanni. Filosofia da Ciência. São Luís: UemaNet, 2011.

PEDAGOGIAS DE PAULO FREIRE E JOHAN FRIEDRICH HERBART

Romário Milhomem da Cruz

Grande é a responsabilidade de se realizar um comparativo entre as pedagogias de Paulo Freire e Johann Friedrich Herbart, ambos grandes pensadores de um ensino voltado para a coletividade. Conhecendo um pouco de Herbart, se adquiri uma apreciação às suas valiosas contribuições para à corrente da pedagogia como uma ciência, devido ao empréstimo que o ator fez dessa metodologia. Ele iniciou uma psicologia experimental, que estava direcionada à pedagogia, tomando como base a ética e uma compreensão psicologia.
No Brasil, a educação teve uma grande contribuição do renomado educador Paulo Freire, o mesmo ganhou destaque pela sua metodologia de ensino para adultos. Conhecido por uma postura pedagógica totalmente política, procurou trabalhar aspectos que levassem a conscientização do aluno, tendo um olhar especial para as classes desfavorecidas da sociedade. Trabalhou nessas classes, o entendimento de sua realidade e da sua situação de oprimidas, despertando-os para a sua própria libertação.
            Segundo Herbart, a primeira ação pedagógica está orientada pelo governo, com um modelo de controle da agitação da criança, esse controle se inicia na educação recebida pelos pais e em seguida pelos professores, sendo orientada para a consciência de submissão do aluno ao regramento da sociedade e patrocinar o início da aprendizagem.
            Porém, Paulo Freire propõe uma metodologia de aula que proporcionasse o progresso de uma consciência crítica nos alunos, onde o mesmo critica a atual educação com princípios “burgueses”. Nela, conforme afirma Freire, o educador tem uma postura de um correntista bancário, que realiza depósitos de conhecimento no aluno que é submisso e subserviente.
            Herbart pregou que a instrução é o principal procedimento da educação, pressupondo o desenvolvimento dos interesses (CARVALHO, 2016). Assim, quando se analisa os interesses dos indivíduos, se podem determinar quais conteúdos e experiências pode se propor ao mesmo, como o autor não distância a aprendizagem intelectual da instrução moral, ele acaba considerando que uma está condicionada a outra. Portanto, para que se possa se obter o sucesso da aprendizagem é interessante estimular o aparecimento dos interesses diversificados no aluno.
            Freire propôs uma educação que despertasse a consciência crítica dos indivíduos “oprimidos”, ele via que era necessária uma instrução que patrocinasse a curiosidade, o espírito investigador e a criatividade do aluno. Freire era contra a educação conservadora, pois segundo ele “a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.” (FERRARI, 2016).
            Em sua teoria, Herbart coloca a disciplina como a responsável por zelar da firmeza do caminho da aprendizagem, sendo considerada uma virtude, onde a autodeterminação é sinal de maturidade de princípios que favorece a formação do caráter dos alunos. Freire não compartilhou dessa ideologia, para ele a facilitação da autoaprendizagem não era o suficiente, entretanto, o professor deve ser um intermediador dos conhecimentos, mais não ter o currículo como verdade absoluta;

Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas. "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo", escreveu. Isso implica um princípio fundamental para Freire: o de que o aluno, alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior do que a do professor. (FERRARI, 2016).

            Assim, na sala de aula ocorre uma troca constante de conhecimento, ou seja, uma aprendizagem bilateral, o que reafirma a necessidade de relações fortalecida e democráticas, possibilitando a expressão de ambos os lados. José Eustáquio Romão (apud FERRARI, 2016) afirma que, "Uma das grandes inovações da pedagogia freireana é considerar que o sujeito da criação cultural não é individual, mas coletivo".
            Forte foram os pontos que determinaram a influência de Herbart no pensamento pedagógico, são eles: o caráter de objetividade de análise, a tentativa de psicometria, o rigor dos passos a serem seguidos para a instrução e a sistematização que imprimiu ao seu método (CARVALHO, 2016). O autor acredita que o saber se dar pelo educador ao educando, o que posteriormente pode ser aplicado pelas experiências vivenciadas. Seu método de ensino é através da instrução, valorizando um caráter intelectual.
            Paulo Freire apresenta uma educação voltada para uma consciência e concepção de mundo, trazendo a cultura do meio para o interior da sala de aula, propondo um questionamento do discurso para que o aluno desenvolva um senso e visão crítica da realidade.
            Esses dois autores realizaram grandes contribuições a pedagogia, sendo Herbart o responsável por fornecer uma doutrina mais cientifica para a pedagogia, e Freire, uma concepção mais crítica e libertadora de mundo.

REFERÊNCIAS


FERRARI, Márcio. Paulo Freire, o mentor da educação para a consciência. Nova Escola. Disponível em: <http://novaescola.org.br/formacao/mentor-educacao-consciencia-423220.shtml?page=2>. Acessado em: 21 de Agosto de 2016.


CARVALHO, Frank Viana. Johann Friedrich Herbart - A Educação como Ciência. Disponível em: <http://frankvcarvalho.blogspot.com.br/2011/10/johann-friedrich-herbart-educacao-como.html>. Acessado em: 21 de Agosto de 2016.

TENDÊNCIAS LIBERAIS DE ENSINO

Romário Milhomem da Cruz

Discorre sobre a tendência liberal na educação, não se trata apenas de discutir democracia ou uma abertura no ensino. O capitalismo se justifica nessa tendência como uma defesa a liberdade de interesses individuais, onde a sociedade se organiza com princípios da propriedade e os meios de produção privados, diferenciando a sociedade por classes. Assim, se observa que a tendência liberal é uma manifestação desse modelo econômico de sociedade.

Dessa forma, o indivíduo deve adaptar-se aos valores e normas da sociedade de classe, desenvolvendo sua cultura individual. Com isso as diferenças entre as classes sociais não são consideradas, já que, a escola não leva em consideração as desigualdades sociais. (OLIVEIRA, 2016)

No Brasil, as escolas por mais de meio século, tem vivenciado uma educação com tendências liberais, com eventos interligados às práticas escolares e na ideologia de ensino manifestada por diversos educadores. Nessa tendência de ensino, os alunos são preparados para serem atores sociais conforme suas habilidades e conhecimentos individuais. Porém, esses mesmos atores devem se adaptar aos princípios e regulamentos estipulado na sociedade de classes, e desenvolvendo uma cultura pessoal.
Esse foco cultural, camufla as desigualdades das classes, devido a contradição encontrada na propagação de ideologias de igualdade e na permanente desigualdade de condições e oportunidades. Encontra-se uma estreita relação da tendência de educação liberal com a tendência tradicional, onde o ensino humanístico e cultural orientar o aluno a atingir sua plenitude por um esforço individual.
Por um outro lado, a tendência liberal quando renovada, reforça um aspecto cultural para a edificação de habilidades e aptidões das pessoas. Porém, se coloca a aprendizagem com um processo interno, partindo das necessidades e interesses pessoais para interpretação e vivencia com o meio. A aprendizagem é algo presente na própria experiência do sujeito.

A finalidade da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social e, para isso, ela deve se organizar de forma a retratar, o quanto possível, a vida. Todo ser dispõe dentro de si mesmo de mecanismos de adaptação progressiva ao meio e de uma consequente integração dessas formas de adaptação no comportamento. Tal integração se dá por meio de experiências que devem satisfazer, ao mesmo tempo, os interesses do aluno e as exigências sociais. (LIBÂNEO, 1989).

A educação liberal renovada propõe a valorização da iniciativa individual na aquisição do conhecimento, a experiência como instrumento de ensino, valorizando a vivencia do meio do grupo e de si mesmo.

REFERÊNCIAS


LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítica-social dos conteúdos. 8. ed. São Paulo: Loyola, 1989.


OLIVEIRA, Emanuelle. Tendências Pedagógicas. Disponível em: < http://www.infoescola.com/pedagogia/tendencias-pedagogicas/>. Acessado em: 20 de agosto de 2016.

A ESSÊNCIA HUMANA SEGUNDO A ANTROPOLOGIA

Romário Milhomem da Cruz *
Dhayanne de Kácia Milhomem **

RESUMO

Quando nos referimos a Essência Humana temos três dimensões: é um ser que tem alma ou espírito; é livre; é capaz de elaborar valores e atuar de acordo com eles; vive em sociedade e tem uma história, porque é capaz de evoluir de forma constante, possui uma linguagem convencional humana e é capaz de produzir cultura.

Palavras-chave: Essência humana. Valores. Sociedade


ABSTRACT

When we refer to Human Essence we have three dimensions: it is a being that has a soul or spirit; it's free; It is able to develop values and act accordingly; lives in society and has a history, because it is able to evolve steadily, it has a conventional human language and is capable of producing culture.

Keywords: Human Essence. Values. Society
  
*Graduando em Filosofia – Universidade Estadual do Maranhão. Técnico em Agropecuária – Instituto Federal do Maranhão. Administrador – Instituto Superior de Educação, Tecnologia e Desenvolvimento Social. Pedagogo – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança. E-mail: romariocruz-adm@outlook.com.

** Turismologa – Faculdade de Imperatriz. Letrologa – Universidade Estadual do Maranhão. Tutora de Polo de Porto Franco. E-mail: dayannedekacia@hotmail.com.

INTRODUÇÃO

O homem por estar vivo e possuir um corpo, logo é um animal e está sujeito às mesmas leis que governam todas as matérias vivas, tem mobilidade, instinto de autopreservação para sua sobrevivência. Ele se diferencia dos demais animais por ser racional e agir de formal intencional e planejada sobre a natureza, além de adaptar a natureza às suas necessidades. (MOURA, 2016).
O homem é um ser psíquico, ou seja, possui identidade própria, o que lhe garante uma singularidade. E por se tratar de um ser político ele não consegue viver sozinho, pois necessita compartilhar de sua existência com os demais sujeitos e, por isto muda constantemente tudo que está ao seu redor.
A antropologia pode ser conceituada introdutoriamente como o resultado da aglutinação histórica de impressões, fatos e ideias sobre a identidade do homem disperso em seus diferentes ajuntamentos sociais. (MOURA, 2016).

CONCEITUANDO O HOMEM SEGUNDO A ANTROPOLOGIA

Na ideologia antropológica o ambiente define o homem levando-o a desenvolver língua, hábitos e formas de agrupamentos a partir do contexto. A sociologia não vê o homem sozinho como homem, por definir este como um ser estritamente social. A psicologia vê o homem como um ser autoconsciente enquanto a filosofia o define como um ser moral e racional (como defendia Hegel). Para a teologia, o fato de ser espiritual o distingue de toda a criação. Franz Boas interfere e nos propõe que a cultura humana não é apenas o resultado do ambiente, mas sim o resultado das ideias.
Segundo Kroeber, o homem está inserido na mecânica da natureza de forma igual, pois, organicamente, possui necessidades igualitárias a serem satisfeitas tais como o sono, alimentação, proteção, sexualidade e etc. Porém a forma de suprir estas necessidades difere, certamente, de agrupamento, de segmento social para segmento social. E isto seria cultura. (ANTROPOS, 2008)
CONCLUSÃO

O homem, apesar de ser a célula menor no conceito antropológico geral e cultural, também é o agente transformador. Desta forma pode-se diferir o homem dos demais agentes da natureza, em termos culturais por “sua capacidade de transmitir a história à geração vindoura, avalia-la de acordo com seus atuais princípios e desejos, e recriá-la à luz de suas expectativas”.


REFERÊNCIAS


MOURA, Eneide Pompiani de. Olhar Filosófico. Disponível em: <http://olhar-filosofico.blogspot.com.br/2012/03/visao-da-antropologia-filosofica-sobre.html>. Acessado em 15 de Julho de 2016.



ANTROPOS, Instituto. Conceituado a Antropologia, a Cultura e o Homem. Disponível em: < http://instituto.antropos.com.br/v3/index.php?option=com_content&view=article&id=57&catid=40:consultoria-antropologia&Itemid=9> Acessado em 14 de Julho de 2016.

DIREITOS E DEVERES – UMA REALIDADE PARA A CIDADANIA

Romário Milhomem da Cruz 
Falar de direitos e deveres do cidadão é abrir um diálogo da sociedade com a legislação brasileira, é ter consciência que independentemente do contexto social, cor, credo ou gênero, todos os brasileiros dispõe de uma série de privilégios e obrigações com a sociedade. Para isso, é preciso que todos os cidadãos devem ter o conhecimento necessário para exercer sua cidadania plena, saber como é importante praticar o uso de seus direitos, cobra-los se necessários, e de seus deveres.
Porém, o que se ver na prática é direitos sendo negados aos cidadãos por falta de conhecimento mínimo da legislação, ou deveres sendo feridos pela cultura da corrupção e do comodismo. Um grande exemplo desta realidade está no meio acadêmico, onde muitas pessoas não são inseridas neste universo devido à falta de condições financeiras ou por não terem usufruídos de uma base educacional suficientemente qualificada para prepara-los ao ingresso do ensino superior.
Observando, muitos cidadãos deixam de exercer sua cidadania por não conhecer seus direitos e deveres como membro da sociedade a qual se encontra inserido. Carbonell (2016) diz que, os direitos e deveres do cidadão estão previstos na Constituição do Brasil, principalmente no Título II, Capítulo I (Dos direitos e deveres individuais e coletivos), mais o que se constata é que pouco tem acesso a essas informações.
No município de Porto Franco, estado do Maranhão, essa realidade aos poucos vem sendo superada com a implantação de dispositivos que viabilizam a execução dos direitos da população e cobrança dos deveres dos mesmos. Por exemplo, a aplicação dos deveres como respeito e cumprimento da legislação são zelados por órgãos como a Câmara Municipal, Os Fóruns das Justiça Civil e Eleitoral, a rede de Educação, a rede de Saúde, Polícia Militar e Civil, Conselho Tutelar, CRAS, Casa do Idoso, Centro de Referência da Mulher, entre outros mecanismos públicos que zelam por outros deveres e direitos básicos como apresenta Carbonell (2016);
DEVERES
- Escolher, através do voto, os governantes do país (presidente da República, deputados federais e estaduais; senadores, prefeitos, governadores de estados e vereadores);
- Respeitar os direitos dos outros cidadãos, sejam eles brasileiros ou estrangeiros;
- Tratar com respeito e solidariedade todos os cidadãos, principalmente os idosos, as crianças e as pessoas com deficiências físicas;
- Proteger e educar, da melhor forma possível, os filhos e outras pessoas que dependem de nós;
- Colaborar para a preservação do patrimônio histórico-cultural do Brasil;
- Ter atitudes que ajudem na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
DIREITOS
- Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade;
- Direito à educação, saúde, moradia, trabalho e lazer;
- Proteção à maternidade e à infância;
- Liberdade de manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato;
- Seguir a crença religiosa que desejar;
- Exercer a profissão que quiser, respeitando as exigências relacionadas às qualificações profissionais;
- Não ser tratado de forma desumana ou degradante. Não ser submetido a atos de tortura física, psicológica ou de qualquer outra natureza.

REFERENCIA


CARBONELL, Miguel e outros. Direitos e Deveres do Cidadão brasileiro - Direitos, deveres e garantias fundamentais. Editora: Juspodivm. Disponível em: <http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/direitos_deveres_cidadao.htm>. Acessado em 05 de Junho de 2016.

O REFLEXO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS A VIVENCIA ESCOLAR

Romário Milhomem da Cruz 
Observando o momento que a educação vivencia nos dias de hoje, percebe-se uma estreita articulação entre as novas tendências políticas com a corrente que defende um novo currículo estudantil. Uma das grandes influências para os agentes que formula políticas públicas para a educação é o sistema econômico denominado Neoliberalismo, pois segundo Senkevics (2012), o neoliberalismo, no entanto, não se reduz a pacotes econômicos, tendo grande influência na formulação de políticas públicas de cunho social. E afirma que a Educação tem sido um dos seus alvos principais.
Essa visão política está se inserindo nas pessoas, escolas e repartições públicas rapidamente graças a sua percepção futurista, com uma proposta currículo diferente, mais flexível e interdisciplinar, que não contempla somente os aspectos acadêmicos mais as diferentes concepções de mundo ao educando. Porém, a visão econômica do poder público vem sujeitando a Educação Brasileira aos interesses impostos pelo mercado, e tem servido como a baliza dos valores e princípios educacionais e todos as modalidades e seus diferentes níveis.

A formação crítica, assim, é progressivamente substituída por uma formação tecnicista, com tendências à especialização e ao estreitamento curricular: disciplinas como Sociologia e Filosofia, por exemplo, são vistas como inúteis ou, quando não, veículos de propaganda ideológica. (SENKEVICS, 2012).

Em contraposição a essa educação futurista, ainda se é possível encontrar na estrutura escolar, e nos seus gestores, uma cobrança frequente dos docentes, onde não se efetiva a sua formação e capacitação plena. Observou-se também uma falha no sistema, que ainda realiza repasse público a instituições de caráter privado, valores financeiros que poderiam ser convertidos em expansão de matrículas aos alunos e formação dos educadores.
Após visualizar todo esse contexto, observou-se que a diversidade de políticas públicas educacionais resulta de um panorama composto por um grupo de tendências voltadas para a educação do futuro, e indivíduos formadores do pensamento educacional formulam uma crítica baseada na implantação de novas políticas, onde se adquire um olhar mais de perto para além da educação contemporânea.
Conforme a legislação, espera-se que a educação pública de qualidade seja um patrimônio de todos, e para isso os gestores públicos devem, através das políticas públicas especificas, alcançar os objetivos propostos pela Lei de diretrizes e bases para Educação Nacional – LDB. Nessa temática, Ferreira e Nogueira (2015, p. 01) afirma que,

Assim, numa análise preliminar, política pública na área educacional nada mais é do que a ponte que liga as determinações e objetivos legais com a realidade local. Por conseguinte, tais políticas têm uma ligação direta com a escola, posto que esta é o locus onde a realidade que necessita ser atingida se apresenta. Logo, toda escola sofre os reflexos advindos das políticas públicas educacionais, quer direta ou indiretamente.

Pode-se constatar que os efeitos da política educacional desenvolvidos nas pessoas por meio da escola ainda são atingidos por um problema, como apresenta Cury (2014, p. 31) é que o dever de Estado, a fim de satisfazer um direito do cidadão juridicamente protegido, convive com uma forma federativa de educação em suas atribuições e competências. E continua, então temos em conjunto, tanto dimensões nacionais da educação nacional quanto dimensões federativas nos espaços subnacionais.
Devido ao atual modelo de educação, é que a Constituição Federal estabelece a competência de cada uma da esfera do poder, e prever a necessidade de organização dos agentes que promovem o ensino em regime de colaboração. Então, para permitir que novas experiências sejam agregadas a novas concepções e práticas curriculares, como interdisciplinaridade, flexibilidade, transversalidade e contextualização, as políticas públicas devem fomentar uma nova orientação de princípios curriculares, provocando uma reinvenção do modo de fazer e compreender o currículo que se apresenta com códigos, linguagens, e tecnologias.
Assim, uma educação de qualidade a todas as pessoas é um desafio, já que as políticas públicas para educação proporciona reflexos diretos no dia a dia da vivencia escolar.

REFERÊNCIAS


CURY, Carlos Roberto Jamil. Sistema Nacional de Educação: uma reflexão provocativa ao debate. IN: O sistema Nacional de Educação: diversos olhares 80 anos pós o Manifesto.


FERREIRA, Luiz Antônio Miguel. NOGUEIRA, Flávia Maria de Barros. Impactos das Políticas Educacionais no Cotidiano das Escolas Públicas – Plano Nacional de Educação. Disponível em: < http://pne.mec.gov.br/images/pdf/Noticias/impactos_politicas_educacionais_cotidiano_escolas_publica_PNE.pdf> Acessado em 31 de Maio de 2015.



SENKEVICS, Adriano. As políticas neoliberais na Educação: uma panorama geral. Disponível em: < https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/08/09/as-politicas-neoliberais-na-educacao-um-panorama-geral/> Acessado em 31 de Maio de 2015.

CRÍTICA ÀS TEORIAS EPISTÊMICAS DA VERDADE

Romário Milhomem da Cruz

Ao analisar as teorias do conhecimento e as várias questões sobre verdade, surge a indagação, mais afinal temos como realmente saber de alguma coisa? Essa pode parecer uma indagação já conclusiva, mais se vista pela ótica céptica não é algo possível, pois esse problema em primeiro momento pode parecer diferente, e muito mais estranho pode parecer às respostas propostas para o conhecimento da mesma.
            As diversas posições da teoria do conhecimento expõem boas razões para duvidar do saber humano, apresentado bons argumentos para justificar suas concepções. Mais como comprovar a validade de cada conclusão? O que realmente é constituído na verdade e com solidez? Essa é razão que pode direcionar a verdade para os cépticos ou para os empiristas, porém com uma insatisfação constante com as lacunas do conhecimento.
Um bom filósofo acha inaceitável o conformismo de uma conclusão, sem boas razões para regredir ao argumento do que É e o que não É. A busca constante por um argumento sólido sobre o conhecimento propõe o encontro de premissa que parecem evidentes e verdadeiras ao obvio e as crenças do homem.
Ao levantar uma discussão em torno do conhecimento, volta-se à questão do inatismo,  um principio básico do debate do conhecimento, onde trata da possibilidade da interpretação do conhecimento ser inato ou adquirido com a experiência. Descartes e outros grandes autores proporão uma nova proposta acerca da teoria do conhecimento, onde ocorreu com uma preocupação sobre como se daria o processo do conhecimento, bem como os limites do saber humano.
Já Kant e Hume apresentaram pensamentos distintos do que havia na época, e distintos entre si, a oposição entre esses dois autores traz um debate interessante a respeito da produção do conhecimento.
Hume e a maneira de expor seu ponto de vista em relação às percepções do conhecimento humano podem ser classificadas em dois gêneros, os vindos das impressões e das ideias. A distinção entre as percepções das impressões e das ideias são o nível de vivacidade e forças atuantes na mente. As imagens mais expressivas e impactantes são as conhecidas como as impressões, e as mais amenas são as ideias, tanto uma como outra podem ser definidas em simples ou complexas.
Kant apresenta para o mundo princípios sensíveis e inteligíveis, através dos diversos conceitos inseridos na sua crítica a Hume. Iniciando pelos conceitos simples sendo uma parte e o mundo sendo um todo, se faz necessário expor a concepção de um todo por uma noção do que é o conhecimento. Com as ideias universais pode se representar o conceito de composição geral.

            O filosofo Emanuel Kant estabelece uma serie de críticas à teoria de Hume e sobre a sua posição sobre o conhecimento. Kant não aceitava a possibilidade de o conhecimento ter sua origem somente pela experiência, mais não excluiu a importância do empirismo, sustentou que o conhecimento pode ter origem de outras fontes, como a questão da divindade. Porem como Hume era Ateu, não poderia recorre a essa ferramenta, então permaneceu com uma discussão de nível empírico, se afastando de explicações externas a realidade de pré-existência.

QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS VERSUS METAFÍSICOS

Romário Milhomem da Cruz

Para tratar questões como a independência de questões epistemológicas e metafísica se faz necessário uma compreensão sobre o que é a epistemologia, que é o estudo que trata do conhecimento humano, também chamado de “teoria do conhecimento”. Existem muitas discussões acerca da epistemologia, onde muitos estudiosos afirmam que deve ocorre uma aproximação de outras ciências, naturalizando-a, enquanto outros afirmam que a epistemologia está sem vida.
            Então para se compreender as diferenças entre a epistemologia e a metafísica se faz necessário perguntar quais são os problemas que a epistemologia aborda. Williams (2001) cita alguns como; O problema do que é o conhecimento? E a distinção sobre conhecimento simples, crença e opinião. Até onde se pode demarca os limites do conhecimento humano? E como demarcar o conhecimento em que se tem somente a fé e a opinião como instrumento (metafísica)? Como adquirir o conhecimento, há somente uma forma para adquirir o conhecimento, ou a investigação, o empirismo e os dogmatismos são instrumentos eficientes na aquisição do conhecimento? Os argumentos do cepticismo como a impossibilidade do conhecimento é justificável? Ou tenho que da credibilidade ao valor, e ao conhecimento adquirido através da fé?
            Observa-se que o cepticismo filosófico se encontra em desacordo com os problemas da metafisica, ainda mais quando se trata da fonte onde a humanidade bebe o seu conhecimento, essas duas áreas se opõem não somente em suas respostas a questão da teoria o conhecimento, mais divergem também dos seus problemas.
            Com o inicio da filosofia moderna, a qual se pode destacar o filosofo Descartes que promoveu um rompimento radical com o passado, constrói-se um mundo do conhecimento a partir da ótica baseada nos alicerces. Descartes prega o uso do cepticismo para excluir qualquer premissa duvidosa, porém ele não era em sua totalidade céptico.
            A história coloca considerações cépticas como uma força que dá movimento as teorias do conhecimento, alguns critérios desse tipo de pensamento justificam algumas questões epistemológicas e racionalidade separada da fé. A preocupação com o conhecimento e sua origem está entranhada na história, que desde a Grécia clássica é trabalhada através do racionalismo e da crítica. A filosofia surge quando o homem buscou a verdade do conhecimento sem precisar recorrer a ideias mitológicas e religiosas, o que trouxe um destaque a racionalidade e o abandono de crenças particulares.
            A tradição mostra uma tendência para o conhecimento epistemológico, apresentando uma perspectiva racionalista e um argumento metacrítica sobre a visão dos métodos epistemológicos. Os limites da razão e da fé têm sido inseridos como uma questão da filosofia, e na teoria do conhecimento essa ideia passa poo um estreitamento entre a metafisica, a filosofia e o conhecimento científico.

REFERÊNCIAS

WILLIAMS, Michael. Problems of Knowledge: A Critical Introduction to Epistemology. Traduzido por Vitor João Oliveira. Oxford University Press, 2001, pp. 1-5.