Romário Milhomem da Cruz
Observando
o momento que a educação vivencia nos dias de hoje, percebe-se uma estreita
articulação entre as novas tendências políticas com a corrente que defende um
novo currículo estudantil. Uma das grandes influências para os agentes que formula
políticas públicas para a educação é o sistema econômico denominado
Neoliberalismo, pois segundo Senkevics (2012), o neoliberalismo, no entanto, não se reduz a
pacotes econômicos, tendo grande influência na formulação de políticas públicas
de cunho social. E afirma que a Educação tem sido um dos seus alvos principais.
Essa visão
política está se inserindo nas pessoas, escolas e repartições públicas
rapidamente graças a sua percepção futurista, com uma proposta currículo
diferente, mais flexível e interdisciplinar, que não contempla somente os
aspectos acadêmicos mais as diferentes concepções de mundo ao educando. Porém,
a visão econômica do poder público vem sujeitando a Educação Brasileira aos
interesses impostos pelo mercado, e tem servido como a baliza dos valores e
princípios educacionais e todos as modalidades e seus diferentes níveis.
A formação crítica, assim, é
progressivamente substituída por uma formação tecnicista, com tendências à
especialização e ao estreitamento curricular: disciplinas como
Sociologia e Filosofia, por exemplo, são vistas como inúteis ou, quando não,
veículos de propaganda ideológica. (SENKEVICS, 2012).
Em contraposição
a essa educação futurista, ainda se é possível encontrar na estrutura escolar,
e nos seus gestores, uma cobrança frequente dos docentes, onde não se efetiva a
sua formação e capacitação plena. Observou-se também uma falha no sistema, que
ainda realiza repasse público a instituições de caráter privado, valores
financeiros que poderiam ser convertidos em expansão de matrículas aos alunos e
formação dos educadores.
Após visualizar
todo esse contexto, observou-se que a diversidade de políticas públicas educacionais
resulta de um panorama composto por um grupo de tendências voltadas para a
educação do futuro, e indivíduos formadores do pensamento educacional formulam
uma crítica baseada na implantação de novas políticas, onde se adquire um olhar
mais de perto para além da educação contemporânea.
Conforme a
legislação, espera-se que a educação pública de qualidade seja um patrimônio de
todos, e para isso os gestores públicos devem, através das políticas públicas
especificas, alcançar os objetivos propostos pela Lei de diretrizes e bases
para Educação Nacional – LDB. Nessa temática, Ferreira e Nogueira (2015, p. 01)
afirma que,
Assim, numa
análise preliminar, política pública na área educacional nada mais é do que a
ponte que liga as determinações e objetivos legais com a realidade local. Por
conseguinte, tais políticas têm uma ligação direta com a escola, posto que esta
é o locus onde a realidade que necessita ser atingida se apresenta. Logo, toda
escola sofre os reflexos advindos das políticas públicas educacionais, quer
direta ou indiretamente.
Pode-se constatar
que os efeitos da política educacional desenvolvidos nas pessoas por
meio da escola ainda são atingidos por um problema, como apresenta Cury (2014,
p. 31) é que o dever de Estado, a fim de satisfazer um direito do cidadão
juridicamente protegido, convive com uma forma federativa de educação em suas
atribuições e competências. E continua, então temos em conjunto, tanto
dimensões nacionais da educação nacional quanto dimensões federativas nos
espaços subnacionais.
Devido
ao atual modelo de educação, é que a Constituição Federal estabelece a
competência de cada uma da esfera do poder, e prever a necessidade de
organização dos agentes que promovem o ensino em regime de colaboração. Então,
para permitir que novas experiências sejam agregadas a novas concepções e
práticas curriculares, como interdisciplinaridade, flexibilidade, transversalidade
e contextualização, as políticas públicas devem fomentar uma nova orientação de
princípios curriculares, provocando uma reinvenção do modo de fazer e
compreender o currículo que se apresenta com códigos, linguagens, e
tecnologias.
Assim,
uma educação de qualidade a todas as pessoas é um desafio, já que as políticas
públicas para educação proporciona reflexos diretos no dia a dia da vivencia
escolar.
REFERÊNCIAS
CURY, Carlos Roberto Jamil. Sistema Nacional de Educação: uma reflexão
provocativa ao debate. IN: O sistema Nacional de Educação: diversos olhares
80 anos pós o Manifesto.
FERREIRA, Luiz Antônio Miguel. NOGUEIRA,
Flávia Maria de Barros. Impactos das
Políticas Educacionais no Cotidiano das Escolas Públicas – Plano Nacional de
Educação. Disponível em: <
http://pne.mec.gov.br/images/pdf/Noticias/impactos_politicas_educacionais_cotidiano_escolas_publica_PNE.pdf>
Acessado em 31 de Maio de 2015.
SENKEVICS, Adriano. As políticas neoliberais na Educação: uma panorama geral.
Disponível em: <
https://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/08/09/as-politicas-neoliberais-na-educacao-um-panorama-geral/>
Acessado em 31 de Maio de 2015.
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