segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CONCEITUANDO O "CONCEITO" ARISTOTÉLICO

Romário Milhomem da Cruz

Caracteriza ou conceituar o “Conceito”, segundo Aristóteles, é buscar em suas teses reflexões sobre a lógica além das variáveis, e, dentro de suas ideias, uma análise sobre a investigação acerca do conceito.
Então, Aristóteles pensou o conceito como elemento que não se assemelha a uma propriedade ou concepção, consequentemente, não apresenta qualidades de veracidade ou falsidade. Hirschberger (1969), quando refletiu sobre o tema, utilizou como exemplo o conceito de Cervo, onde ele afirma que segundo o pensamento de Aristóteles; “é apenas uma palavra, como geral as representações que Aristóteles concentra em torno do conceito”, e continua; “são, acentuadamente, consideradas em dependência de linguagem”.
Não rebemos de Aristóteles um estudo formal sobre o conceito, assim, se herda o que foi analisado por Sócrates e seu discípulo Platão, onde se percebeu o conceito como permanentemente universal, e que conquista aquilo que é sempre essencial.
Assim, é senso geral que o conceito expressa a essência de uma coisa, o que lhe outorga, discretamente, uma função caracterizadora. Já que o conceito apresenta essa característica deve lhe atribuir uma função de veracidade, porém Aristóteles não propôs essa declaração de modo formal, pois há uma presunção platônica na expressão do ser e não somente parte constitutiva de um juízo possível (HIRSCHBERGER, 1969).

REFERÊNCIA


HIRSCHBERGER, Johannes. História da Filosofia na Antiguidade. Tradução: Alexandre Correia. Editora Herder, 2ª ed revisada e aumentada. São Paulo, 1969.

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