Romário Milhomem da Cruz
Caracteriza ou conceituar o “Conceito”, segundo
Aristóteles, é buscar em suas teses reflexões sobre a lógica além das
variáveis, e, dentro de suas ideias, uma análise sobre a investigação acerca do
conceito.
Então, Aristóteles pensou o conceito como elemento que
não se assemelha a uma propriedade ou concepção, consequentemente, não
apresenta qualidades de veracidade ou falsidade. Hirschberger (1969), quando
refletiu sobre o tema, utilizou como exemplo o conceito de Cervo, onde ele
afirma que segundo o pensamento de Aristóteles; “é apenas uma palavra, como
geral as representações que Aristóteles concentra em torno do conceito”, e
continua; “são, acentuadamente, consideradas em dependência de linguagem”.
Não rebemos de Aristóteles um estudo formal sobre o
conceito, assim, se herda o que foi analisado por Sócrates e seu discípulo
Platão, onde se percebeu o conceito como permanentemente universal, e que conquista
aquilo que é sempre essencial.
Assim, é senso geral que o conceito expressa a
essência de uma coisa, o que lhe outorga, discretamente, uma função
caracterizadora. Já que o conceito apresenta essa característica deve lhe
atribuir uma função de veracidade, porém Aristóteles não propôs essa declaração
de modo formal, pois há uma presunção platônica na expressão do ser e não
somente parte constitutiva de um juízo possível (HIRSCHBERGER, 1969).
REFERÊNCIA
HIRSCHBERGER, Johannes. História
da Filosofia na Antiguidade. Tradução: Alexandre Correia. Editora Herder,
2ª ed revisada e aumentada. São Paulo, 1969.
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