Romário Milhomem da Cruz
O progresso sempre foi um tema
presente na filosofia e nas ciências, pois esse debate está estreitamente
relacionado com a razão e a felicidade dos indivíduos. Sempre que ocorre um
progresso cientifico a humanidade recebe algo visando cada vez mais o seu
desenvolvimento, se as política, economia e o legislativos tenta alcançar o
progresso, é uma melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos que ela está a
procura.
E para tentar uma compreensão do que
é o progresso, nada melhor do que se realizar uma análise do pensamento dos
filósofos Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant, já que os mesmo tem pensamentos
eternizados nos estudos da sociedade, e grande referencias no estudo sobre
sociedade, ciência e progresso.
Iniciando pelo pensamento de
Jean-Jacques Rousseau, observa-se um reconhecimento de uma conexão presente
entre os conceitos de progresso e felicidade, onde o conhecimento da humanidade
se coloca à disposição da bem-estar da humanidade. Outra característica do
pensamento desse nome expoente na filosofia, trata-se da necessidade que homem
tem pelo estado de paz.
Mas o progresso é um fator que
proporciona o desenvolvimento da cultura, da tecnologia, do conforto e do luxo,
coisas que cada vez mais distanciam o homem do seu estado primitivo na natureza,
assim, o homem passa a guerrear de maneiras diversas para satisfazerem suas
necessidades e carências.
Esse período de Jean-Jacques
Rousseau, foi caracterizado por expansões comerciais e pelo progresso da
burguesia, em contra ponto, se ampliou a desigualdade social, e a prevaricação
da moralidade em prol do levantamento luxuoso de alguns poucos. Observa-se
também que foi um período onde se fomentou a indústria e o comércio,
considerada pelo mesmo pensador como uma “fonte de riqueza para todos que
se coloca como requisito, aliás, para o triunfo da verdadeira liberdade.”
(ESPÍNDOLA, s/d, p. 127).
A
perspectiva de Immanuel Kant sobre o progresso, em primeiro momento adquiri um
foco mais voltado a uma teologia da natureza, mais os acontecimentos do período
da revolução francesa, interfere nesta concepção, o que dar espaço para o
surgimento de uma perspectiva de progresso inovadora, estimulante e revisada,
pois o filósofo compreende que uma visão teológica da natureza não supre o
pensamento a nível histórico.
Investigar a
concepção de progresso proporcionada por Kant pode ser instigada a partir de
suas obras, “A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista
Cosmopolita” e “O Conflito das Faculdades”, e se estender por outros dos seus
escritos, sem deixar de observar que “falar de progresso em Kant implica em
abordar a sua filosofia da história.” (PEREIRA, 2008, p. 108).
Para facilitar a
compreensão do progresso na perspectiva de Imannuel Kant, podemos dividir essa
analise em três etapas; a primeira trata-se de uma tentativa de esclarecer o
valor do processo de moralização social, como estado fundamental do
entendimento do progresso; a segunda fase busca-se evidenciar a ancora que liga
a teologia da natureza a concepção de progresso do pensamento kantiano,
colocando a posição de que na história do homem, ocorre o progresso com os seus
próprio fins (PEREIRA, 2008, p. 108), e na terceira etapa dessa análise,
observa-se o pensamento kantiano sendo reformulado após a Revolução Francesa,
onde o filosofo conclui que, a trama teleológica da natureza não é mais
suficiente para se pensar o progresso. (PEREIRA, 2008, p. 108).
Kant nos faz
pensar numa questão que lamentavelmente os homens do presente parecem não
considerar: que progresso deve ser sinônimo de humanismo, de realização da
justiça de modo universal, de uma ordem social onde reina a paz entre os
homens, de desenvolvimento das potencialidades que o humano naturalmente
possui. (PEREIRA, 2008, p. 116).
É
evidente que a concepção Kantiana de progresso está afastada do contexto que se
tem nos tempos contemporâneos, pois em seu pensamento, Kant percebe o progresso
com base em processo moralista do ser humano como condição básica de
desenvolvimento, ou qualquer outra expansão financeira, social, cientifica,
política ou natural.
REFERÊNCIAS
PEREIRA, José
Aparecido. A ideia de progresso em Kant.
Tempo da Ciência (15) 30: 107-119, 2º semestre 2008.