quarta-feira, 12 de outubro de 2016

EMPREENDIMENTOS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA: Um diagnóstico de Porto Franco – MA

Romário Milhomem da Cruz

Ao se colocar em pauta o conjunto de Empreendimentos da Economia Solidária, a região Tocantina (Região onde o Rio Tocantins separa os Estados do Maranhão e Tocantins), mais especificamente no município de Porto Franco, conhecido por seu desenvolvimento considerável nos últimos 12 anos, as atividades organizadas com os princípios de cooperação, autogestão, viabilidade econômica e solidariedade iniciaram os seus primeiros passos através de sindicatos, associações e movimentos sociais populares.
Atualmente estão instalados no município dois Sindicatos; o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Porto Franco – STTR, órgão que representa os interesses dos seus associados, funcionando como órgão técnico e consultivo da categoria, onde ganhou destaque por promover a melhoria econômica da classe por meio de convenções, contratos coletivos, convênios, serviços de assistência, criação de cooperativas e capacitação que vem a contribuir com o desenvolvimento e a solidariedade social.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estaduais e Municipais do Estado do Maranhão – SIMPROESEMMA, que tem por finalidade a integração dos trabalhadores da educação na luta em prol dos seus interesses sociais, econômicos, sindicais e de classe, desenvolvendo atividade e soluções para os problemas da categoria, visando à melhoria das condições de vida e trabalho, agindo sempre pelo interesse do bem comum.
Porém, em Porto Franco os Empreendimentos de Economia Solidária ganharam mais força no cenário rural, onde se encontram diversas Associações de Produtores Rurais, que buscam fortalecer a economia da agricultura familiar, oferecendo apoio aos pequenos produtores no repasse de seus produtos na região e outros estados. Por meio de projetos de viabilidade econômica, os produtos da agricultura familiar são adquiridos e repassados para empresas, rede de assistencialismo social e para a merenda escolar. Essas Associações por mediação do poder público realizam a compra de insumos para a produção em condições mais acessíveis.
Aqui citaremos as três principais Associações de Produtores Rurais do município, são elas; APROFRAN (Associação de Produtores Rurais de Porto Franco), muito conhecida por promover a terceira maior feira agropecuária do estado, fazendo um movimento milionário na economia regional, e ampliando a capacidade produtiva e econômica através das oportunidades de negócios encontrados pelos produtores. A Associação dos Produtores Rurais da Região dos Tinguis e São Miguel, aonde essas duas vem sempre buscando contribuir com a melhoria da produção e atividades econômicas da agricultura familiar local.
Outro empreendimento de Economia Solidaria encontrado na região, trata-se dos grupos e organizações de produção de bens e serviços apoiados pela a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que tem como característica a luta pela terra, pela reforma agrária e pela transformação social, visando o acesso à cultura, conhecimento, qualidade de vida, dignidade, democratização dos meios de produção, entre outras ações.
Um movimento bastante interessante é a Companhia de Teatro e Dança Arte Livre – CIATDAL, uma instituição sociocultural sem fins lucrativos, mais que tem sido destacado como um Empreendimento de Economia Solidária, pois o mesmo consegue trabalhar com o jovem a beira da vulnerabilidade social por meio da arte, ao passo que o capacita em diversos arcos ocupacionais (garçons, mestre de obras, artesões, e outras profissões mais técnicas), a qual por meio de parcerias cria oportunidades de comercialização de bens e serviços para a comunidade local.

Porém nem todos os empreendimentos de economia solidária do municipio tiveram a mesma estrutura para dá continuidade, por falta de assistência técnico-cientifica, ou por falta de condições de mercado, ou mesmo por falta da colaboração de todos os membros dessas organizações. Temos como exemplos a Associação de Boleiras de Porto Franco e a Associação de Costureiras do Bem, empreendimentos que em menos de dois anos encerram suas atividades.

Nenhum comentário:

Postar um comentário