domingo, 31 de julho de 2016

EDUCAÇÃO, PSICOLOGIA E VIOLÊNCIA

Romário Milhomem da Cruz *

Atualmente para se falar de educação se faz necessário um olhar direcionado ao atual contexto social, procurando compreender melhor o cenário de cada realidade, ambiente e o espaço da educação. É comum hoje se acompanhar nos noticiários uma exposição da violência que se tornou cada vez mais constantes e preocupantes para a sociedade brasileira, e esse fenômeno não é uma realidade exclusiva do país.
         Compreender os pontos cruciais desse fenômeno é facilitar a inserção do individuo numa realidade menos prejudicial à valorização do ser humano, os aspectos que caracteriza o surgimento da violência nas escolas, famílias e sociedade, é facilitar o entendimento dos diferentes desafios enfrentados pelo sujeito que está vulnerável a violência, ao crime e a transgressão. A relação da violência pode ser relacionada com a racionalidade, e com condições históricas, sociais, econômicas e políticas, porém discutir o papel da educação é ultrapassar o antigo conceito de que a educação deve não somente preparar as gerações futuras para ingressar no mercado de trabalho, mais também preparar o indivíduo para as relações sociais fortalecidas, de modo a tornar desnecessária a violência.
Portanto é preciso desenvolver ações preventivas baseadas na raiz dos problemas, utilizando instrumentos baseados na psicologia para o entendimento do sujeito inserido nesse contexto, aprimorar as metodologias de educação que venha a contemplar o indivíduo como um agente da cidadania, e promover um cenário de inclusão que reduzirá de forma significativa a violência.
O entendimento da violência promove a capacidade de intervenção que objetiva a sua redução, se pensar ela como uma consequência de fatores distintos, a se moldar o ponto de vista educacional, modificando o modo de pensar e agir, não se conformando com a realidade das comunidades afetadas por esse problema social. A psicologia ajuda as escolas compreender que nem sempre o homem é o responsável por esse fenômeno, pois ele acompanha o desenvolvimento da sociedade, que tem a capacidade de modificar o estilo de vida e seu caráter.
A psicologia pode contribuir na resolução desse cenário, com habilidades específicas que facilitam o desenvolvimento de estratégias preventivas e de combate à violência não somente no espaço escolar, mais em todas as instituições da sociedade, valorizando a integração com a comunidade e possibilitando uma abertura em favor a difusão de uma cultura baseada na paz.

REFERÊNCIA

BASTOS, Luiza Burlamaqui1. Psicologia E Violência Escolar: Contribuições Para O Enfrentamento Do Fenômeno. Universidade da Amazônia - UNAMA.  


*Graduando em Filosofia – Universidade Estadual do Maranhão. Técnico em Agropecuária – Instituto Federal do Maranhão. Administrador – Instituto Superior de Educação, Tecnologia e Desenvolvimento Social. Pedagogo – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança. E-mail: romariocruz-adm@outlook.com.

O CONTRASTE DO REAL E DO IDEAL NO ATUAL CENÁRIO DA EDUCAÇÃO

Romário Milhomem da Cruz *

Atualmente a sociedade construiu um cenário de pessoas cada vez mais conectadas, e isso é acompanhado por mudanças que ocorrem numa incrível a ponto da educação não conseguir acompanhar essas mudanças, a nova necessidade educacional coloca em questão a eficiência do tradicional modelo de ensino, que é caracterizado por uma fragmentação do saber. Nessa imensa rede de informações disponibilizadas pela globalização, surge nas escolas questionamentos que evidência uma necessidade de reorganização das metodologias para a transmissão dessas inúmeras informações disponíveis.
            As redes educacionais começam a ver uma necessidade dos alunos em aprender a criar conhecimento, pois a realidade hoje é bem diferente do cenário onde surgiu o tradicional modelo de ensino, essa disparidade entre as mudanças constate da globalização e do cenário engessado de ensino trás um leque de desafios a serem superados pelos professores. A filosofia e a psicologia são matérias que constantemente se aliaram ao ensino para potencializarem a educação de alunos que são capazes de formar opinião.
            Os desafios encontrados pelas escolas brasileiras são provocados por uma estrutura lógica tradicional e desconectada com o novo contexto mundial, sendo um dos principais motivos apontados como causa do distanciamento das escolas com a realidade global. Esse modelo tradicional demonstra maior preocupação com uma educação em massa, parecido com o sistema industrial de divisão operária, que despreza as habilidades e a individualidade de cada sujeito, o ideal seria recriar o sistema educacional ou patrocina uma nova escola, onde os alunos aprendem a criar conhecimento e opinião, e estejam conectados com as diversas e infinitas informações e saberes.
            Os gestores e produtores de educação devem fazer alguns questionamentos para poder nortear as mudanças necessárias, o que o aluno precisa aprender? O que a escola deveria aprender antes de ensinar? Será se a sociedade tem maturidade política e social? Esse tipo de reflexão gera pensamentos amplos que balizados favorece o sucesso do ensino, transformando pessoas em indivíduos melhores. A escola não pode se conformar como uma fabrica de produção em massa de pessoas, abandonar esse militarismo característica da época em que se implantou essa lógica tradicional de ensino, com uma disciplina passiva e ausente de crítica e questionamento, conformada, repetitiva e sem criatividade na formação de opinião e conhecimento.
            A Educação precisa da filosofia e da psicologia para reaprender a ver, ouvir e pensar, compreender o contexto e aproximar o homem do conhecimento, um cidadão com capacidade de atuar na política e na sociedade em favor do bem comum. Por isso pode-se concluir que o professor não tem simples função de ensinar, mas este por sua vez, deve ser um agente estimulante do aprendizado.



*Graduando em Filosofia – Universidade Estadual do Maranhão. Técnico em Agropecuária – Instituto Federal do Maranhão. Administrador – Instituto Superior de Educação, Tecnologia e Desenvolvimento Social. Pedagogo – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança. E-mail: romariocruz-adm@outlook.com.

INSTITUIÇÕES E OS PARADIGMAS SOCIAIS

Romário Milhomem da Cruz *

Ao longo da historia a construção da sociedade se da através de um conjunto de fatores que surgem no contexto social, gerando modelos, padrões e características exclusivas de cada conjunto de sociedade.  Os clássicos abordam o estudo da sociologia em duas visões distintas a qual se identifica por meio das escolas chamadas de paradigma do consenso e paradigma do conflito.
            A ideia do paradigma alia-se ao modelo que serve de base para a constituição da sociologia, assim as duas escolas determinam e concebem as tendências pedagógicas e teóricas que são pontos de partida para o pensamento lógico e referencial.
Na escola do paradigma do consenso as crenças e valores são comuns, pois é estabelecida uma cooperação entre o professor e o aluno, ou seja, é uma escola que valoriza a integração. Além dessa concepção de educação, o sistema de aprendizado dever transmitir noções da moral e agir como instrumento de repressão aos indivíduos que não estão dentro do padrão ou das regras. Nessa escola acredita-se que a simples ameaça de coerção já seria um instrumento que atuaria na manutenção da ordem, assim como a impunidade seria sinônimo de desordem. Segundo Ramos (2011) a sala de aula é uma agência de socialização, preparando o individuo para desempenhar funções sociais. No paradigma do consenso, o sujeito pode utilizar a escola para alcançar altos níveis educacionais e notas que confere a esse sujeito status graças ao seu mérito individual.
A escola do paradigma do conflito tem uma visão da escola como uma instituição de imposição de valores, onde ocorre um ambiente de conflito entre o professor e o aluno. Nessa ótica os atores são representantes de culturas diferentes - eruditos versus cultura popular - onde automaticamente a linguagem e os valores dos professores são diferentes do conhecido pelos alunos, o que provoca desmotivação nesse modelo de educação. Diante de tal conflito é necessário que a escola tenha controle sobre os educandos para efetivar o processo cognitivo. Shipman, em 1979, lembrou que a escola é socialmente complexa, com alunos e professores compartilhando situações conflitivas comuns que terminam unindo ao invés de separar.
Ao analisar o paradigma do consenso e do conflito, é comum responsabilizar a escola pelo sucesso ou fracasso dos professores e alunos, mais para compreender o consenso ou o conflito dentro da relação de professor/aluno, é necessário buscar a natureza do sistema educacional empregado. Assim também deve se refletir se o cenário externo da escola, família, política, cultura e sociedade são também fatores responsáveis pelo ambiente escola.

REFERÊNCIA

RAMOS, Dr. Fábio Pestana. Para entender a história. FFLCH/USP. São Paulo, 2011.


*Graduando em Filosofia – Universidade Estadual do Maranhão. Técnico em Agropecuária – Instituto Federal do Maranhão. Administrador – Instituto Superior de Educação, Tecnologia e Desenvolvimento Social. Pedagogo – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança. E-mail: romariocruz-adm@outlook.com.

Desafios e características da Educação à distância no Brasil

*Romário Milhomem da Cruz

          Na atual realidade das políticas públicas do Brasil, a uma diversidade de programas estão sendo articulados e implantados, com o objetivo de ampliar com qualidade o acesso ao conhecimento. O motor principal que fornece a força para o funcionamento do ensino a distância, é atribuída aos avanços tecnológicos, que intermedia o acesso aos recursos didáticos e ainda podem ser sinal de incentivo ao investimento educacional.
            No Brasil, os grandes avanços das TIC’s no sistema educacional à distância, adquiriu notoriedade do poder público, oferecendo um custo menor ao que se é gasto no modelo de educação regular, a EAD consegue atingir um público mais abrangente, e por consequência, eleva o nível de educação da população brasileira. Tudo graças a capacidade das Tecnologias da educação de proporcionar um ambiente, com condições favoráveis para a construção do conhecimento sem a presença física do professor.
            As políticas públicas voltadas ao modelo de educação à distância, aplica contribuições imensuráveis à sociedade brasileira, pois com as TIC’s facilmente é possível se alcançar a expansão do conhecimento, a inclusão social, o aperfeiçoamento e qualificação de professores, a oferta de conhecimento sem fronteiras, e uma diversidade de muitos outros benefícios.
Ao se implantar o ensino a distância, se gera também uma responsabilidade do professor e da instituição, que estarão ofertando o aprendizado e o conhecimento. A educação é muito mais do que um modelo de ensino, ultrapassa a fronteira do simples ato de oferta informação, por isso se faz necessário que os mediadores do conhecimento, estejam alinhados em um projeto que leve em consideração as necessidades da realidade de cada aluno.
          Na atual realidade das políticas públicas do Brasil, a uma diversidade de programas estão sendo articulados e implantados, com o objetivo de ampliar com qualidade o acesso ao conhecimento. O motor principal que fornece a força para o funcionamento do ensino a distância, é atribuída aos avanços tecnológicos, que intermedia o acesso aos recursos didáticos e ainda podem ser sinal de incentivo ao investimento educacional.
            No Brasil, os grandes avanços das TIC’s no sistema educacional à distância, adquiriu notoriedade do poder público, oferecendo um custo menor ao que se é gasto no modelo de educação regular, a EAD consegue atingir um público mais abrangente, e por consequência, eleva o nível de educação da população brasileira. Tudo graças a capacidade das Tecnologias da educação de proporcionar um ambiente, com condições favoráveis para a construção do conhecimento sem a presença física do professor.
            As políticas públicas voltadas ao modelo de educação à distância, aplica contribuições imensuráveis à sociedade brasileira, pois com as TIC’s facilmente é possível se alcançar a expansão do conhecimento, a inclusão social, o aperfeiçoamento e qualificação de professores, a oferta de conhecimento sem fronteiras, e uma diversidade de muitos outros benefícios.
            Ao se implantar o ensino a distância, se gera também uma responsabilidade do professor e da instituição, que estarão ofertando o aprendizado e o conhecimento. A educação é muito mais do que um modelo de ensino, ultrapassa a fronteira do simples ato de oferta informação, por isso se faz necessário que os mediadores do conhecimento, estejam alinhados em um projeto que leve em consideração as necessidades da realidade de cada aluno.


*Graduando em Filosofia – Universidade Estadual do Maranhão. Técnico em Agropecuária – Instituto Federal do Maranhão. Administrador – Instituto Superior de Educação, Tecnologia e Desenvolvimento Social. Pedagogo – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Boa Esperança. E-mail: romariocruz-adm@outlook.com.