Romário Milhomem da
Cruz *
Atualmente a
sociedade construiu um cenário de pessoas cada vez mais conectadas, e isso é
acompanhado por mudanças que ocorrem numa incrível a ponto da educação não
conseguir acompanhar essas mudanças, a nova necessidade educacional coloca em
questão a eficiência do tradicional modelo de ensino, que é caracterizado por
uma fragmentação do saber. Nessa imensa rede de informações disponibilizadas
pela globalização, surge nas escolas questionamentos que evidência uma
necessidade de reorganização das metodologias para a transmissão dessas
inúmeras informações disponíveis.
As
redes educacionais começam a ver uma necessidade dos alunos em aprender a criar
conhecimento, pois a realidade hoje é bem diferente do cenário onde surgiu o
tradicional modelo de ensino, essa disparidade entre as mudanças constate da
globalização e do cenário engessado de ensino trás um leque de desafios a serem
superados pelos professores. A filosofia e a psicologia são matérias que
constantemente se aliaram ao ensino para potencializarem a educação de alunos
que são capazes de formar opinião.
Os
desafios encontrados pelas escolas brasileiras são provocados por uma estrutura
lógica tradicional e desconectada com o novo contexto mundial, sendo um dos
principais motivos apontados como causa do distanciamento das escolas com a
realidade global. Esse modelo tradicional demonstra maior preocupação com uma
educação em massa, parecido com o sistema industrial de divisão operária, que
despreza as habilidades e a individualidade de cada sujeito, o ideal seria
recriar o sistema educacional ou patrocina uma nova escola, onde os alunos
aprendem a criar conhecimento e opinião, e estejam conectados com as diversas e
infinitas informações e saberes.
Os
gestores e produtores de educação devem fazer alguns questionamentos para poder
nortear as mudanças necessárias, o que o aluno precisa aprender? O que a escola
deveria aprender antes de ensinar? Será se a sociedade tem maturidade política
e social? Esse tipo de reflexão gera pensamentos amplos que balizados favorece
o sucesso do ensino, transformando pessoas em indivíduos melhores. A escola não
pode se conformar como uma fabrica de produção em massa de pessoas, abandonar
esse militarismo característica da época em que se implantou essa lógica
tradicional de ensino, com uma disciplina passiva e ausente de crítica e
questionamento, conformada, repetitiva e sem criatividade na formação de
opinião e conhecimento.
A
Educação precisa da filosofia e da psicologia para reaprender a ver, ouvir e
pensar, compreender o contexto e aproximar o homem do conhecimento, um cidadão
com capacidade de atuar na política e na sociedade em favor do bem comum. Por
isso pode-se concluir que o professor não tem simples função de ensinar, mas
este por sua vez, deve ser um agente estimulante do aprendizado.
*Graduando em Filosofia –
Universidade Estadual do Maranhão. Técnico em Agropecuária – Instituto Federal
do Maranhão. Administrador – Instituto Superior de Educação, Tecnologia e
Desenvolvimento Social. Pedagogo – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de
Boa Esperança. E-mail: romariocruz-adm@outlook.com.
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