Romário Milhomem da Cruz
Ao
analisar as teorias do conhecimento e as várias questões sobre verdade, surge a
indagação, mais afinal temos como realmente saber de alguma coisa? Essa pode
parecer uma indagação já conclusiva, mais se vista pela ótica céptica não é algo
possível, pois esse problema em primeiro momento pode parecer diferente, e
muito mais estranho pode parecer às respostas propostas para o conhecimento da
mesma.
As diversas posições da teoria do
conhecimento expõem boas razões para duvidar do saber humano, apresentado bons
argumentos para justificar suas concepções. Mais como comprovar a validade de
cada conclusão? O que realmente é constituído na verdade e com solidez? Essa é
razão que pode direcionar a verdade para os cépticos ou para os empiristas, porém
com uma insatisfação constante com as lacunas do conhecimento.
Um
bom filósofo acha inaceitável o conformismo de uma conclusão, sem boas razões
para regredir ao argumento do que É e o que não É. A busca constante por um
argumento sólido sobre o conhecimento propõe o encontro de premissa que parecem
evidentes e verdadeiras ao obvio e as crenças do homem.
Ao
levantar uma discussão em torno do conhecimento, volta-se à questão do inatismo,
um principio básico do debate do
conhecimento, onde trata da possibilidade da interpretação do conhecimento ser
inato ou adquirido com a experiência. Descartes e outros grandes autores
proporão uma nova proposta acerca da teoria do conhecimento, onde ocorreu com uma
preocupação sobre como se daria o processo do conhecimento, bem como os limites
do saber humano.
Já
Kant e Hume apresentaram pensamentos distintos do que havia na época, e
distintos entre si, a oposição entre esses dois autores traz um debate
interessante a respeito da produção do conhecimento.
Hume
e a maneira de expor seu ponto de vista em relação às percepções do
conhecimento humano podem ser classificadas em dois gêneros, os vindos das
impressões e das ideias. A distinção entre as percepções das impressões e das
ideias são o nível de vivacidade e forças atuantes na mente. As imagens mais
expressivas e impactantes são as conhecidas como as impressões, e as mais
amenas são as ideias, tanto uma como outra podem ser definidas em simples ou
complexas.
Kant
apresenta para o mundo princípios sensíveis e inteligíveis, através dos
diversos conceitos inseridos na sua crítica a Hume. Iniciando pelos conceitos
simples sendo uma parte e o mundo sendo um todo, se faz necessário expor a
concepção de um todo por uma noção do que é o conhecimento. Com as ideias
universais pode se representar o conceito de composição geral.
O filosofo Emanuel Kant estabelece
uma serie de críticas à teoria de Hume e sobre a sua posição sobre o
conhecimento. Kant não aceitava a possibilidade de o conhecimento ter sua
origem somente pela experiência, mais não excluiu a importância do empirismo,
sustentou que o conhecimento pode ter origem de outras fontes, como a questão
da divindade. Porem como Hume era Ateu, não poderia recorre a essa ferramenta,
então permaneceu com uma discussão de nível empírico, se afastando de
explicações externas a realidade de pré-existência.
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