segunda-feira, 12 de setembro de 2016

CRÍTICA ÀS TEORIAS EPISTÊMICAS DA VERDADE

Romário Milhomem da Cruz

Ao analisar as teorias do conhecimento e as várias questões sobre verdade, surge a indagação, mais afinal temos como realmente saber de alguma coisa? Essa pode parecer uma indagação já conclusiva, mais se vista pela ótica céptica não é algo possível, pois esse problema em primeiro momento pode parecer diferente, e muito mais estranho pode parecer às respostas propostas para o conhecimento da mesma.
            As diversas posições da teoria do conhecimento expõem boas razões para duvidar do saber humano, apresentado bons argumentos para justificar suas concepções. Mais como comprovar a validade de cada conclusão? O que realmente é constituído na verdade e com solidez? Essa é razão que pode direcionar a verdade para os cépticos ou para os empiristas, porém com uma insatisfação constante com as lacunas do conhecimento.
Um bom filósofo acha inaceitável o conformismo de uma conclusão, sem boas razões para regredir ao argumento do que É e o que não É. A busca constante por um argumento sólido sobre o conhecimento propõe o encontro de premissa que parecem evidentes e verdadeiras ao obvio e as crenças do homem.
Ao levantar uma discussão em torno do conhecimento, volta-se à questão do inatismo,  um principio básico do debate do conhecimento, onde trata da possibilidade da interpretação do conhecimento ser inato ou adquirido com a experiência. Descartes e outros grandes autores proporão uma nova proposta acerca da teoria do conhecimento, onde ocorreu com uma preocupação sobre como se daria o processo do conhecimento, bem como os limites do saber humano.
Já Kant e Hume apresentaram pensamentos distintos do que havia na época, e distintos entre si, a oposição entre esses dois autores traz um debate interessante a respeito da produção do conhecimento.
Hume e a maneira de expor seu ponto de vista em relação às percepções do conhecimento humano podem ser classificadas em dois gêneros, os vindos das impressões e das ideias. A distinção entre as percepções das impressões e das ideias são o nível de vivacidade e forças atuantes na mente. As imagens mais expressivas e impactantes são as conhecidas como as impressões, e as mais amenas são as ideias, tanto uma como outra podem ser definidas em simples ou complexas.
Kant apresenta para o mundo princípios sensíveis e inteligíveis, através dos diversos conceitos inseridos na sua crítica a Hume. Iniciando pelos conceitos simples sendo uma parte e o mundo sendo um todo, se faz necessário expor a concepção de um todo por uma noção do que é o conhecimento. Com as ideias universais pode se representar o conceito de composição geral.

            O filosofo Emanuel Kant estabelece uma serie de críticas à teoria de Hume e sobre a sua posição sobre o conhecimento. Kant não aceitava a possibilidade de o conhecimento ter sua origem somente pela experiência, mais não excluiu a importância do empirismo, sustentou que o conhecimento pode ter origem de outras fontes, como a questão da divindade. Porem como Hume era Ateu, não poderia recorre a essa ferramenta, então permaneceu com uma discussão de nível empírico, se afastando de explicações externas a realidade de pré-existência.

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