terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ORDEM DA DEMOCRACIA GREGA

* Romário Milhomem da Cruz

Analisar a democracia grega, e a relação que a teologia e o holismo tinha com o fundamento do ordenamento hierárquico da polis, é buscar uma compreensão histórica de como se compôs a enorme estrutura política da Grécia Antiga. Seria contraditório afirmar que essa organização se passava de uma grande anarquia, mais sim que se tratava de uma organização social, apesar de ser simples.
            O que se pode observar inicialmente, é a presença de uma hierarquia social, e que a manutenção da família de via ligado a noção de propriedade privada. Com o surgimento de pequenos atritos e alianças formadas pelos clãs e tribos, se ensaiam uma organização política e social, os patriarcas das famílias passam em nível de igualdades aos demais, se constrói uma espécie de conselho coletivo, que através de votação, tomam decisões importantes para a polis.
            Com o surgimento de uma elite econômica, consequentemente se ver o surgimento de uma elite política, que justificavam a sua posição através de uma suposição mitológica, onde a sua superioridade era definida por uma questão religiosa ou herança divina, possuidores do areté – uma espécie de virtude diplomática ou bélica, esses se denominaram de Aristocratas.
            Esses recebiam uma educação voltadas para habilidades de guerra e diplomáticas para que pudessem garantir essa posição social. A polis surge nesse contexto histórico da Grécia antiga, e o culto religioso é um dos fatores que favorecem esse surgimento, verdadeiros e majestosos templos foram construídos nas cidades/estados, os festivais e celebrações transformaram-se em grandes atrativos para aglomeração de pessoas, por consequência, floresce o comercio em torno desses templos.
            Observa-se que a polis estava caracterizada por uma união política definida por uma afinidade espiritual e religiosa, onde as pessoas se viam em um nível de igualdade, ou seja, uma identidade religiosa, política e cultural caracterizada pela igualdade entre as pessoas. As tensões políticas e os problemas sociais passaram a ser tratados e solucionados através de uma nova forma de governo, denominado de democracia, um governo do povo, porém a metodologia dessa democracia se diferenciava em cada polis grega (AREAFILOSÓFICA, 2015).
            É interessante observar que, os valores políticos e sociais da polis não de distinguia do cidadão, mais trata-se da unidade de um todo. Chester Starr (1986), define a polis da seguinte maneira: A polis é mais como um ‘estado’ marcado por regras de procedimento e uma estrutura pela qual os cidadãos (independente de como se os define) podem estabelecer e administrar essas regras.
            O voto era o procedimento adotado para estabelecer as normas e as leis da polis, e o debate e a razão eram os instrumentos utilizados na construção de sua política. O cidadão grego não tinha dificuldade para seguir a legislação, pois o mesmo tinha uma liberdade dentro de sua moralidade ao agir, algo que se estendia ao campo da religiosidade.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


CHESTER, G. Starr. Individual and Community. New York: Oxford University Press, 1986.


AREAFILOSOFICA. A formação da Polis Grega. Disponível em: <https://areafilosofica.wordpress.com/2015/09/27/a-formacao-da-polis-grega/>. Acessado em: 24 de janeiro de 2017.

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