* Romário Milhomem da Cruz
Analisar a democracia grega, e a relação que a
teologia e o holismo tinha com o fundamento do ordenamento hierárquico da
polis, é buscar uma compreensão histórica de como se compôs a enorme estrutura
política da Grécia Antiga. Seria contraditório afirmar que essa organização se
passava de uma grande anarquia, mais sim que se tratava de uma organização
social, apesar de ser simples.
O
que se pode observar inicialmente, é a presença de uma hierarquia social, e que
a manutenção da família de via ligado a noção de propriedade privada. Com o
surgimento de pequenos atritos e alianças formadas pelos clãs e tribos, se
ensaiam uma organização política e social, os patriarcas das famílias passam em
nível de igualdades aos demais, se constrói uma espécie de conselho coletivo,
que através de votação, tomam decisões importantes para a polis.
Com
o surgimento de uma elite econômica, consequentemente se ver o surgimento de
uma elite política, que justificavam a sua posição através de uma suposição
mitológica, onde a sua superioridade era definida por uma questão religiosa ou
herança divina, possuidores do areté – uma espécie de virtude diplomática ou
bélica, esses se denominaram de Aristocratas.
Esses
recebiam uma educação voltadas para habilidades de guerra e diplomáticas para
que pudessem garantir essa posição social. A polis surge nesse contexto
histórico da Grécia antiga, e o culto religioso é um dos fatores que favorecem
esse surgimento, verdadeiros e majestosos templos foram construídos nas
cidades/estados, os festivais e celebrações transformaram-se em grandes
atrativos para aglomeração de pessoas, por consequência, floresce o comercio em
torno desses templos.
Observa-se
que a polis estava caracterizada por uma união política definida por uma
afinidade espiritual e religiosa, onde as pessoas se viam em um nível de
igualdade, ou seja, uma identidade religiosa, política e cultural caracterizada
pela igualdade entre as pessoas. As tensões políticas e os problemas sociais
passaram a ser tratados e solucionados através de uma nova forma de governo,
denominado de democracia, um governo do povo, porém a metodologia dessa
democracia se diferenciava em cada polis grega (AREAFILOSÓFICA, 2015).
É interessante observar que, os
valores políticos e sociais da polis não de distinguia do cidadão, mais
trata-se da unidade de um todo. Chester Starr (1986), define a polis da
seguinte maneira: A polis é mais como um ‘estado’ marcado por regras de
procedimento e uma estrutura pela qual os cidadãos (independente de como se os
define) podem estabelecer e administrar essas regras.
O
voto era o procedimento adotado para estabelecer as normas e as leis da polis,
e o debate e a razão eram os instrumentos utilizados na construção de sua
política. O cidadão grego não tinha dificuldade para seguir a legislação, pois
o mesmo tinha uma liberdade dentro de sua moralidade ao agir, algo que se
estendia ao campo da religiosidade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHESTER, G. Starr. Individual and Community. New York: Oxford University
Press, 1986.
AREAFILOSOFICA. A
formação da Polis Grega. Disponível em:
<https://areafilosofica.wordpress.com/2015/09/27/a-formacao-da-polis-grega/>.
Acessado em: 24 de janeiro de 2017.
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