quarta-feira, 12 de abril de 2017

A ÉTICA COMO OBRIGATORIEDADE: TEORIAS ÉTICAS

Por: Romário Milhomem da Cruz

            Ao analisar-se a ética e a moral como instrumentos norteadores de comportamentos e princípios das ações dos sujeitos, é adentra num ramo da filosofia que trata da conduta do homem e a definição do que é bom e ruim. Por isso, como uma disciplina a ser explorada, a ética pode ser observada por duas direções, a posição teleológica e a deontológica.
            Para iniciar essa análise, a ética deontológica apresenta-se como uma posição fundamentalmente direcionada a valorização da conduta humana, na qual pode caracteriza-se como benéfica ou não em si própria, sendo que o seu discernimento se dá pelo indivíduo de forma subjetiva, livre do seu ordenamento no âmbito fático.
Observando essa lógica, podemos traçar uma ponte até o filosofo Immanuel Kant, por meio do seu imperativo categórico: "Age externamente de tal maneira que o uso livre do teu arbítrio possa coexistir com a liberdade de todos segundo uma lei universal" (ALMEIDA, 2006), que traduzindo para a sociedade, trata-se de uma atitude e um comportamento direcionado pelo dever, sendo esses governados pela razão. Essa máxima de Kant pode ser tida como única e geral, conduzindo toda ação a ser fundamentada e transformada em uma lei universal, fomentando a uma conduta humana almejada ética e moralmente.
Por outro lado, Gomes (2017), apresenta a ética teleológica como a posição que: “valoriza o resultado da conduta humana e a sua capacidade de gerar o maior bem-estar possível”. Nesta fundamentação, encontramos pensadores como Jeremy Bentram e Jonh Stuart Mill, que ocuparam-se com o princípio da felicidade maior para ordenar/estabelecer se certo comportamento é moral ou não. Podemos verificar esse posicionamento quando Mill (2014, p. 43), afirma que: “devemos tratar as pessoas como fins, e nunca como simples meio ao serviço de interesses pessoais ou sociais”.
Assim, a ética teleológica confirma a sua aceitação como benéfica, o comportamento que concebe efeitos empíricos proveitosos ao contentamento do mais amplo interesse, favorecendo a maior abrangência de indivíduos possível.
Assim, observou-se que, as duas posições éticas exploram sobre a conduta humana mais benéfica, como Gomes (2017) afirma: “seja aquela capaz de aprimorar o caráter do indivíduo ou então aquela destinada à realização das necessidades trilháveis rumo à felicidade”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ALMEIDA, Guido Antônio de. Sobre o princípio e a lei universal do Direito em Kant. Kriterion vol.47 no.114 Belo Horizonte Dec. 2006


GOMES, Rodrigo. Ética deontológica e ética teleológica. Disponível em: < https://www.academia.edu/13960078/%C3%89TICA_DEONTOL%C3%93GICA_E_%C3%89TICA_TELEOL%C3%93GICA?auto=download>. Acessado em: 03 de abril de 2017.


MILL, John Stuart. Utilitarismo. Tradução Ricardo Marcelino Palo Rodrigues. São Paulo: HunterBooks, 2014.

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