Por: Romário Milhomem da Cruz
Ao analisar-se a ética e a moral
como instrumentos norteadores de comportamentos e princípios das ações dos
sujeitos, é adentra num ramo da filosofia que trata da conduta do homem e a
definição do que é bom e ruim. Por isso, como uma disciplina a ser explorada, a
ética pode ser observada por duas direções, a posição teleológica e a
deontológica.
Para iniciar essa análise, a ética
deontológica apresenta-se como uma posição fundamentalmente direcionada a
valorização da conduta humana, na qual pode caracteriza-se como benéfica ou não
em si própria, sendo que o seu discernimento se dá pelo indivíduo de forma
subjetiva, livre do seu ordenamento no âmbito fático.
Observando essa lógica, podemos traçar uma ponte
até o filosofo Immanuel Kant, por meio do seu imperativo categórico: "Age externamente de tal maneira que o uso livre do teu
arbítrio possa coexistir com a liberdade de todos segundo uma lei
universal" (ALMEIDA, 2006), que traduzindo para a sociedade, trata-se de
uma atitude e um comportamento direcionado pelo dever, sendo esses governados
pela razão. Essa máxima de Kant pode ser tida como única e geral, conduzindo
toda ação a ser fundamentada e transformada em uma lei universal, fomentando a
uma conduta humana almejada ética e moralmente.
Por outro lado, Gomes
(2017), apresenta a ética teleológica como a posição que: “valoriza
o resultado da conduta humana e a sua capacidade de gerar o maior bem-estar possível”.
Nesta fundamentação, encontramos pensadores como Jeremy Bentram e Jonh Stuart
Mill, que ocuparam-se com o princípio da felicidade maior para
ordenar/estabelecer se certo comportamento é moral ou não. Podemos verificar
esse posicionamento quando Mill (2014, p. 43), afirma que: “devemos tratar as
pessoas como fins, e nunca como simples meio ao serviço de interesses pessoais
ou sociais”.
Assim, a ética teleológica confirma a
sua aceitação como benéfica, o comportamento que concebe efeitos empíricos proveitosos
ao contentamento do mais amplo interesse, favorecendo a maior abrangência de
indivíduos possível.
Assim, observou-se que, as duas posições
éticas exploram sobre a conduta humana mais benéfica, como Gomes (2017) afirma: “seja aquela capaz de aprimorar
o caráter do indivíduo ou então aquela destinada à realização das necessidades
trilháveis rumo à felicidade”.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA,
Guido Antônio de. Sobre o princípio e a lei
universal do Direito em Kant. Kriterion vol.47 no.114 Belo
Horizonte Dec. 2006
GOMES, Rodrigo. Ética deontológica e ética teleológica. Disponível em: <
https://www.academia.edu/13960078/%C3%89TICA_DEONTOL%C3%93GICA_E_%C3%89TICA_TELEOL%C3%93GICA?auto=download>.
Acessado em: 03 de abril de 2017.
MILL, John Stuart. Utilitarismo.
Tradução Ricardo Marcelino Palo Rodrigues. São Paulo: HunterBooks, 2014.
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