segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CARACTERIZAÇÃO DA FILOSOFIA MEDIEVAL

Por: Romário Milhomem da Cruz

          A uma serie de particularidades encontradas no desenvolvimento do pensamento filosófico medieval, distanciando a perspectiva de que esse era um período de trevas. A presença de valores cristões e outras características da época trás consigo uma singularidade histórica do conhecimento. A igreja exercia um monopólio do conhecimento intelectual, reafirmando sua definição cultural teocêntrica.
           Não é de ser surpreender que os principais filósofos eminentes nesse período, tinham como centro de suas discursões temas relacionados com a formação e o entendimento das doutrinas cristãs. Observa-se que no Séc. III, Tertuliano, um dos primeiros polemistas da igreja latina sustentava a afirmação que o conhecimento não tem validade sem que o mesmo esteja ligado aos valores cristãos. “Ao contrário de outros escritores que viam na doutrina cristã uma semelhança e uma continuação da filosofia grega, Tertuliano sustenta a total contraposição entre elas.” (PELELLA, 2010) 
         Nessa linha de pensamento, surgem outros pensadores que defendiam verdades dogmáticas acerca do pensamento cristão que desvincula qualquer posição da razão. Em oposição a esse pensamento, outros atores medievais não compartilhavam dessa posição negativa sobre a relação de fé e razão. 
            Buscando justificativas racionais a fé, Santo Agostinho se torna um expressivo representante da conciliação do conhecimento com a fé. Ao buscar na fonte do pensamento platônico, Agostinho apresenta as obras “Confissões” e “Cidade de Deus”, apontando uma ação Divina onipresente, tirando a autonomia do homem em conquistar sua salvação espiritual. 
               A fé conseguiu ter predominância por um longo período no pensamento filosófica medieval, através da ideia de subordinação do homem a Deus, legitimando interesses do poder religioso da época, consequentemente patrocinando os tumultos, guerras e ações negativas do mundo medieval. 
          Porém, a modificações vivenciadas na Baixa Idade Média patrocinou uma reavaliação do pensamento teológico de Santo Agostinho. Nesse cenário surge a conhecida filosofia escolástica que objetivava a promoção de uma harmonia entre a fé e a razão. São Tomás de Aquino é um dos mais expressivos representantes do pensamento escolástico, além de promover uma teologia que dialoga com variados objetos do pensamento aristotélico. São Tomaz de Aquino criou um pensamento que fosse reduzido em nenhum tipo de questionamento, trazendo também uma figura mais otimista do homem, acreditando que nem ativo na formação de conhecimento. Apesar desse pensamento acerca do homem, o pensamento escolástico defendia a importância central da Igreja na orientação de valores que o homem deve trilhar para a salvação, combatendo fortemente às heresias e preservando o papel primordial da igreja.

REFERENCIAS 

PELELLA, Giovanni. História da filosofia medieval. – São Luís: UemaNet, 2010.


SOUSA, Rainer Gonçalves. "Filosofia Medieval"; Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com/historiag/filosofia-medieval.htm>. Acesso em 18 de novembro de 2015.

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