Por: Romário Milhomem da Cruz
Seguindo a meditação de Martin
Heidegger: “A essência da verdade torna-se liberdade, o deixar-ser do ente que
dispõe o ser-ai como ente em sua totalidade penetra e “precede” todo o motivo
de comportamento para a não verdade estabelecida”.
Em uma primeira análise, a coisidade da
coisa é o resultado do valer da verdade, que encontra-se determinada verdade,
verifica-se se realmente o que deveria ser e finalmente encontramos o
resultado, que obviamente chamamos de “verdade”. O caminho feito é interessante
mais vela-se por demais na essencialização das coisas e dos objetos.
Nesse sentido, aquilo que apresenta-se
como verdade, não pode ser aceita como absoluta. Uma vez que, a verdade como
definição, é o mesmo que dizer ou enumerar todas as características de uma
determinada realidade, ou seja, é definir uma totalidade.
Em contrapartida, a verdade como
conceito, significa dizer alguma verdade de uma realidade específica, por isso
é parcial, ou seja, conhecimento através do processo de síntese.
Portanto,
vale ressaltar que a problemática da verdade é o caráter de uma
transcedentalidade que é pratica, ou seja, que é ligada ao modo de ser no
mundo. Em outras palavras, a verdade espelha aquilo que é, o problema é
encontrar a essência do que as coisas são, adquirir a certeza incontestável
sobre algo, o que geraria uma atitude dogmática. Logo, chegar à verdade pode
ser mais complexo do que aparente, talvez mesmo impossível dentro da limitada
capacidade humana de racionalização.
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