Fazer
uma análise da filosofia e o mito, dentro de uma perspectiva da gênese,
natureza e desenvolvimento da filosofia antiga não é uma tarefa fácil,
portanto, como num gesto ontológico audacioso em busca do conhecimento do
‘ser’, é que este trabalho recorre à filosofia presente entre os gregos antigos
para visualizar pistas de estímulos que foram cruciais para entender a vocação
do ser humano a este fenômeno do saber.
Os
gregos foram sem dúvidas uma sociedade que marcaram a concepção do ato de
filosofar, pois impulsionou o surgimento de um pensamento cientifico e de
concepções que influenciam a nossa sociedade até os dias atuais.
Reale
(2018, p. 04) trás a questão da impossibilidade de derivação da filosofia que
fundamentou o pensamento grego, com base em concepções genéricas, pois diversas
observações podem nos mostrar que essas fontes obtinha uma “forma de
‘sabedoria’ feita de convicções de suas crenças e experiências, como a
religião, os mitos teológicos e cosmogônicos”, uma espécie de sabedoria análoga
ao que este povo tinha antes do florescer da filosofia.
Mas,
como não se pode verificar se os gregos tiveram contato com obras orientais, há
a necessidade de a filosofia grega conquistar as condições necessárias para a
compreensão do discurso de outros povos. Porém, a nova forma de expressão
espiritual dos gregos, concebeu a capacidade de acolher os conhecimentos
oriundos de outros modelos de vida espiritual, que por consequência, formam uma
nova estrutura no rigor lógico deste povo.
O
contato com os conhecimentos científicos dos egípcios e dos caldeus
transformaram aquele conhecimento operado pelos gregos, como Reale (2018, p.
05) apresenta: “a) dos egípcios derivaram alguns conhecimento
matemático-geométricos; b) dos babilônios, alguns conhecimento de astronomia”.
A
relação desses conhecimentos nos ajuda a compreender o pensamento grego e todo
o pensamento influenciado por eles, como por exemplo, o valor dado por Platão à
geometria. O caráter prático e racional nos mostra como os gregos foram muito
além, assim como nutriram o pensamento essencialmente filosófico.
Referência:
REALI,
Giovanni. História da filosofia:
filosofia pagã antiga, v. 1. Tradução Ivo Stomiolo. São Paulo: Paulus, 2003.
Nenhum comentário:
Postar um comentário