sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Filosofia e o Mito: a gênese, natureza e desenvolvimento da filosofia


 * Prof. MsC. Romário Milhomem da Cruz

Fazer uma análise da filosofia e o mito, dentro de uma perspectiva da gênese, natureza e desenvolvimento da filosofia antiga não é uma tarefa fácil, portanto, como num gesto ontológico audacioso em busca do conhecimento do ‘ser’, é que este trabalho recorre à filosofia presente entre os gregos antigos para visualizar pistas de estímulos que foram cruciais para entender a vocação do ser humano a este fenômeno do saber.
Os gregos foram sem dúvidas uma sociedade que marcaram a concepção do ato de filosofar, pois impulsionou o surgimento de um pensamento cientifico e de concepções que influenciam a nossa sociedade até os dias atuais.
Reale (2018, p. 04) trás a questão da impossibilidade de derivação da filosofia que fundamentou o pensamento grego, com base em concepções genéricas, pois diversas observações podem nos mostrar que essas fontes obtinha uma “forma de ‘sabedoria’ feita de convicções de suas crenças e experiências, como a religião, os mitos teológicos e cosmogônicos”, uma espécie de sabedoria análoga ao que este povo tinha antes do florescer da filosofia.
Mas, como não se pode verificar se os gregos tiveram contato com obras orientais, há a necessidade de a filosofia grega conquistar as condições necessárias para a compreensão do discurso de outros povos. Porém, a nova forma de expressão espiritual dos gregos, concebeu a capacidade de acolher os conhecimentos oriundos de outros modelos de vida espiritual, que por consequência, formam uma nova estrutura no rigor lógico deste povo.
O contato com os conhecimentos científicos dos egípcios e dos caldeus transformaram aquele conhecimento operado pelos gregos, como Reale (2018, p. 05) apresenta: “a) dos egípcios derivaram alguns conhecimento matemático-geométricos; b) dos babilônios, alguns conhecimento de astronomia”.
A relação desses conhecimentos nos ajuda a compreender o pensamento grego e todo o pensamento influenciado por eles, como por exemplo, o valor dado por Platão à geometria. O caráter prático e racional nos mostra como os gregos foram muito além, assim como nutriram o pensamento essencialmente filosófico.

Referência:

REALI, Giovanni. História da filosofia: filosofia pagã antiga, v. 1. Tradução Ivo Stomiolo. São Paulo: Paulus, 2003.

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